Mensagem contendo conteúdo inadequado, não serão postadas.
olá boa noite a todos, e que bom estar de volta com todos vocês novamente. Bem, como prometido estou aqui para relatar todas as minhas experincias na minha transformação, já que estou decidida a ser o que sou, e não quero viver um dia a mais como Gabriel Teodoro.
No primeiro mês não houve tantas mudanças ou melhor quase nada, porém:
Esse são os medicamento que uso:
- Espirolactona 100mg, que abaixou minha pressão e tive alguns epsódios de tontura, mais isso começou apartir do 15°, mais depois sintomas sumiram;
- Sinto um pouco cansada, e com dores que eu não tinha antes na musculatura, talvez fraqueza;
- Meus seios só estão um pouco doloridos e um pouco sensiveis, mais só quando a roupa é justa demais e me deito, porém teve um leve aumento, mais nada exagerado;
- Tive alguns epsódios de dores de cabeça, mais que já passaram, talvez tenha sido a espirolactona.
-Meus cabelos cresceram muito bem, até asustei, talvez seja efeito da finasterida de 2 mg que uso;
- e por último, estou um pouco extresada e fico deprimida boa parte do tempo, talvez pela minha espectativas...faculdades..emprego ...essas coisas.
Bom essas foam minha observações! Até mais...
Olá, tudo bem? Espero que sim. Me chamo Gabriella Theodoro, sou uma estudante de Enfermagem. Moro no interior do sul de Minas Gerais, e estou aqui para compartilhar com vocês toda experiência vivida por mim nesta fase de transição, pois sou uma transexual.Obrigada, desde já, espero que gostem.
domingo, 1 de abril de 2012
Trabalhadoras transexuais em destaque Por Jaqueline Gomes de Jesus em 13/03/2012 na edição 685
Mensagem contendo conteúdo inadequado, não serão postadas.
Muito bom, vale a pena ver!
Muito bom, vale a pena ver!
Entre discussões infantis sobre o que é ser mulher e depoimentos naturalizantes, que defendem a formatação dos corpos, disfarçados de elogio, grande parte da mídia aproveitou o Dia Internacional da(s) Mulher(es) para tratar dos desafios das mulheres que vivenciam a transexualidade, mesmo que de forma limitada.
Ao longo dos últimos anos, o tema tem sido mais abordado, mesmo que com base em muita desinformação e com enfoque em aspectos “curiosos”, voltados apenas a procedimentos cirúrgicos ou dificuldades relativas ao registro civil, como se fossem o único elemento importante na vida de pessoas transexuais de ambos os gêneros, desconsiderando a sua diversidade de vivências como seres humanos – em casa, na rua, no trabalho.
As mulheres sempre participaram do mundo do trabalho: subalternizadas, mas estavam lá. A partir das novas ideias e comportamentos trazidos com o movimento feminista e a liberação sexual, a percepção sobre quem são as mulheres se ampliou, deixou de apenas se remeter à mulher branca, abastada, casada, com filhos, e passou a acatar a humanidade e a feminilidade de mulheres outrora invisíveis: negras, indígenas, pobres, com necessidades especiais, idosas, lésbicas, bissexuais, solteiras etc. e, recentemente, transexuais.
Revolução silenciosa
Entretanto, ainda hoje, no século 21, as mulheres transexuais sofrem para terem garantido o direito à identidade, a serem reconhecidas social e legalmente pelo gênero com que se identificam e querem ser identificadas. Jovens desistem de estudar em escolas onde são agredidas diariamente, quando não são expulsas. Desprezadas por suas famílias, são novamente violentadas e igualmente expulsas. Apesar de tanta dor e exclusão, elas perseveram por causa da felicidade íntima que sentem por serem quem são, amam e são amadas por alguns, formam famílias.
A vida corporativa reflete a discriminação a que são submetidas na sociedade. Mesmo que se tornem adultas qualificadas, veem restringidas suas oportunidades de trabalho: permitem-lhes ser cabeleireiras, costureiras, artistas ou prostitutas. Nada mais. A sociedade que despreza essas mulheres é a mesma que as explora, de maneira hipócrita, financiando um mercado movimentado de pornografia e desumanização.
A empregabilidade das pessoas transexuais é um aspecto crucial para sua cidadania, porém esquecido pelo poder público. Entretanto, algumas dessas mulheres, em função de lutas individuais e reivindicações dos movimentos sociais, conseguem se destacar, ocupam outros espaços, sobrevivem para se tornarem símbolos, nesta e naquela organização, de uma mudança profunda neste país: o entendimento de que a identidade de gênero não é determinada por cromossomos, órgãos genitais, documentação ou cirurgias, ela é determinada pela forma como as pessoas se identificam, como se sentem e como preferem ser tratadas neste mundo. É uma revolução silenciosa.
A mídia tem muito a contribuir
Apesar de haver pessoas transexuais nos diferentes espaços sociais, políticos, técnicos ou acadêmicos, a visibilidade dessas pessoas nos meios de comunicação, é concentrada no aspecto marginal ou criminal vivido por uma parcela dessas, em função da discriminação que vivenciam, e pouco no seu cotidiano, como se não interessasse conhecer as demandas profundas de tais homens e mulheres.
Há muito por se fazer. A maioria dos ambientes de trabalho continua a obrigar mulheres transexuais a se vestirem, a se identificarem publicamente e a utilizarem banheiros que não correspondem a quem elas são. Desrespeito que se tenta justificar com normas e costumes autoritários. Felizmente, aumenta o número de locais de trabalho que entendem os direitos das pessoas e se tornam espaços de libertação para as pessoas transexuais.
Não é difícil e não envolve muitos custos porque no fim das contas as mulheres transexuais só pedem para serem vistas como seres humanos e tratadas como elas são: mulheres. E a mídia tem muito a contribuir nesse sentido: basta apresentá-las com respeito, como qualquer pessoa merece.
***
[Jaqueline Gomes de Jesus é psicóloga e doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília]
Ao longo dos últimos anos, o tema tem sido mais abordado, mesmo que com base em muita desinformação e com enfoque em aspectos “curiosos”, voltados apenas a procedimentos cirúrgicos ou dificuldades relativas ao registro civil, como se fossem o único elemento importante na vida de pessoas transexuais de ambos os gêneros, desconsiderando a sua diversidade de vivências como seres humanos – em casa, na rua, no trabalho.
As mulheres sempre participaram do mundo do trabalho: subalternizadas, mas estavam lá. A partir das novas ideias e comportamentos trazidos com o movimento feminista e a liberação sexual, a percepção sobre quem são as mulheres se ampliou, deixou de apenas se remeter à mulher branca, abastada, casada, com filhos, e passou a acatar a humanidade e a feminilidade de mulheres outrora invisíveis: negras, indígenas, pobres, com necessidades especiais, idosas, lésbicas, bissexuais, solteiras etc. e, recentemente, transexuais.
Revolução silenciosa
Entretanto, ainda hoje, no século 21, as mulheres transexuais sofrem para terem garantido o direito à identidade, a serem reconhecidas social e legalmente pelo gênero com que se identificam e querem ser identificadas. Jovens desistem de estudar em escolas onde são agredidas diariamente, quando não são expulsas. Desprezadas por suas famílias, são novamente violentadas e igualmente expulsas. Apesar de tanta dor e exclusão, elas perseveram por causa da felicidade íntima que sentem por serem quem são, amam e são amadas por alguns, formam famílias.
A vida corporativa reflete a discriminação a que são submetidas na sociedade. Mesmo que se tornem adultas qualificadas, veem restringidas suas oportunidades de trabalho: permitem-lhes ser cabeleireiras, costureiras, artistas ou prostitutas. Nada mais. A sociedade que despreza essas mulheres é a mesma que as explora, de maneira hipócrita, financiando um mercado movimentado de pornografia e desumanização.
A empregabilidade das pessoas transexuais é um aspecto crucial para sua cidadania, porém esquecido pelo poder público. Entretanto, algumas dessas mulheres, em função de lutas individuais e reivindicações dos movimentos sociais, conseguem se destacar, ocupam outros espaços, sobrevivem para se tornarem símbolos, nesta e naquela organização, de uma mudança profunda neste país: o entendimento de que a identidade de gênero não é determinada por cromossomos, órgãos genitais, documentação ou cirurgias, ela é determinada pela forma como as pessoas se identificam, como se sentem e como preferem ser tratadas neste mundo. É uma revolução silenciosa.
A mídia tem muito a contribuir
Apesar de haver pessoas transexuais nos diferentes espaços sociais, políticos, técnicos ou acadêmicos, a visibilidade dessas pessoas nos meios de comunicação, é concentrada no aspecto marginal ou criminal vivido por uma parcela dessas, em função da discriminação que vivenciam, e pouco no seu cotidiano, como se não interessasse conhecer as demandas profundas de tais homens e mulheres.
Há muito por se fazer. A maioria dos ambientes de trabalho continua a obrigar mulheres transexuais a se vestirem, a se identificarem publicamente e a utilizarem banheiros que não correspondem a quem elas são. Desrespeito que se tenta justificar com normas e costumes autoritários. Felizmente, aumenta o número de locais de trabalho que entendem os direitos das pessoas e se tornam espaços de libertação para as pessoas transexuais.
Não é difícil e não envolve muitos custos porque no fim das contas as mulheres transexuais só pedem para serem vistas como seres humanos e tratadas como elas são: mulheres. E a mídia tem muito a contribuir nesse sentido: basta apresentá-las com respeito, como qualquer pessoa merece.
***
[Jaqueline Gomes de Jesus é psicóloga e doutora em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília]
Zagueira 'transexual' de Samoa Americana diz querer ajudar o país
Mensagem contendo conteúdo inadequado, não serão postadas.
Ainda faltam cerca de 900 dias para a Copa do Mundo do Brasil, mas as eliminatórias já acontecem do outro lado do mundo e revelam histórias surpreendentes. É o caso, por exemplo, das ilhas do Pacífico, que brigavam pela chance de disputar com outros países da Oceania e, depois, com o quarto colocado de Caribe, América do Norte e Central uma única vaga no campeonato. Samoa, Samoa Americana, Ilhas Cook e Tonga jogaram entre si em busca da possibilidade de vir ao Brasil em 2014. Uma disputa marcada por histórias como a de Jahya. A zagueira de Samoa Americana é 'transexual', e conseguiu no campo o direito de defender a seleção masculina de seu país. Sem preconceitos. Saiba mais no vídeo acima do Jornal da Globo.
"Eu costumo dizer que já alcancei meus sonhos, mudando a história do futebol de Samoa Americana e ajudando outras pessoas que se sentem diferentes. Eu quero ajudar mais gente. Não apenas transexuais, mas todos que se sentem discriminados de alguma forma. Eles precisam ir à luta e alcançar sonhos" diz a zagueira.
Jahya já ajudou Samoa Americana a conseguir um feito histórico: sua primeira vitória em competições oficiais. É a pior seleção do mundo, segundo o ranking da Fifa, e que já sofreu a pior goleada da história do futebol: 31 a 0, contra a Austrália. Até as eliminatórias, Samoa Americana havia disputado 40 jogos, sendo derrotada em 38 partidas e empatado nas outras duas. Foram 292 gols contra, e apenas 21 a favor. A incrível marca durou até o duelo contra Tonga, vencido por 2 a 1.
"Nós conseguimos! Hoje nós fizemos história" comemorou um dos marcadores, Ramim Ott.
O sonho, no entanto, durou apenas até a última rodada. Com campanhas semelhantes (uma vitória e um empate), Samoa e Samoa Americana disputaram a vaga na segunda fase. E em um jogo que parecia se encaminhar para um empate sem gols, a classificação surgiu no último minuto. Diante das 345 pessoas que foram ao estádio Joseph Blatter, em Samoa, Malo marcou o gol da vitória e permitiu à seleção da casa continuar na disputa por uma vaga em 2014.
"Nem sei o que dizer. São lágrimas de felicidade. Nós vamos para a próxima fase das eliminatórias!" comemorou Faiuasso, craque da seleção de Samoa.
Jahya nasceu homem, mas de acordo com a cultura da polinésia pôde ser criado como mulher (a espécie de terceiro gênero é chamada de "fa'afafine"). Ou seja, não se caracterizou uma mudança de sexo, comum nos casos em que a nova identidade é adqurida.
"Eu costumo dizer que já alcancei meus sonhos, mudando a história do futebol de Samoa Americana e ajudando outras pessoas que se sentem diferentes. Eu quero ajudar mais gente. Não apenas transexuais, mas todos que se sentem discriminados de alguma forma. Eles precisam ir à luta e alcançar sonhos" diz a zagueira.
Jahya já ajudou Samoa Americana a conseguir um feito histórico: sua primeira vitória em competições oficiais. É a pior seleção do mundo, segundo o ranking da Fifa, e que já sofreu a pior goleada da história do futebol: 31 a 0, contra a Austrália. Até as eliminatórias, Samoa Americana havia disputado 40 jogos, sendo derrotada em 38 partidas e empatado nas outras duas. Foram 292 gols contra, e apenas 21 a favor. A incrível marca durou até o duelo contra Tonga, vencido por 2 a 1.
"Nós conseguimos! Hoje nós fizemos história" comemorou um dos marcadores, Ramim Ott.
O sonho, no entanto, durou apenas até a última rodada. Com campanhas semelhantes (uma vitória e um empate), Samoa e Samoa Americana disputaram a vaga na segunda fase. E em um jogo que parecia se encaminhar para um empate sem gols, a classificação surgiu no último minuto. Diante das 345 pessoas que foram ao estádio Joseph Blatter, em Samoa, Malo marcou o gol da vitória e permitiu à seleção da casa continuar na disputa por uma vaga em 2014.
"Nem sei o que dizer. São lágrimas de felicidade. Nós vamos para a próxima fase das eliminatórias!" comemorou Faiuasso, craque da seleção de Samoa.
Jahya nasceu homem, mas de acordo com a cultura da polinésia pôde ser criado como mulher (a espécie de terceiro gênero é chamada de "fa'afafine"). Ou seja, não se caracterizou uma mudança de sexo, comum nos casos em que a nova identidade é adqurida.
mada de 'mulher' por técnico, transexual afirma: ‘A equipe me aceita’
Mensagem contendo conteúdo inadequado, não serão postadas.
Johnny Saelua diz que companheiros da seleção de Samoa Americana o respeitam bastante e que ser 'fa'afafine' é um costume normal do país
Depois de ajudar sua seleção a ganhar o primeiro jogo oficial da história, a zagueiro Johnny Saelua, de Samoa Americana, ganhou destaque na imprensa mundial. Não por ter feito gol na vitória por 2 a 1 sobre Tonga, pelas eliminatórias da Oceania para a Copa de 2014, na última quarta-feira, mas por se tratar de uma jogadora transexual.
"A equipe me aceitou, e nós mantemos respeito mútuo. É o máximo, faz parte da cultura" afirmou a zagueira ao "New York Times".
Johnny Saelua nasceu homem, mas de acordo com a cultura da Polinésia, ela pôde ser criada como mulher (que são chamadas de "fa'afafine"). Ou seja, não realizou a readequação de mudança de sexo.
O holandês Thomas Rongen, técnico de Samoa Americana, comentou sobre a atuação da jogadora de uma forma curiosa. Segundo ele, seu time jogou com "uma mulher como zagueiro". Além disso, fez questão de ressaltar a importância do assunto ser tratado como normalidade por todos, o que poderia ser diferente em outros paises.
"Na verdade, tivemos uma mulher atuando como zagueiro central. Você consegue imaginar isso na Inglaterra ou na Espanha?" comentou
.
Samoa Americana voltará a campo nesta quinta-feira, agora para enfrentar Ilhas Cook, a partir de 22h (de Brasilía).
Johnny Saelua diz que companheiros da seleção de Samoa Americana o respeitam bastante e que ser 'fa'afafine' é um costume normal do país
Depois de ajudar sua seleção a ganhar o primeiro jogo oficial da história, a zagueiro Johnny Saelua, de Samoa Americana, ganhou destaque na imprensa mundial. Não por ter feito gol na vitória por 2 a 1 sobre Tonga, pelas eliminatórias da Oceania para a Copa de 2014, na última quarta-feira, mas por se tratar de uma jogadora transexual.
"A equipe me aceitou, e nós mantemos respeito mútuo. É o máximo, faz parte da cultura" afirmou a zagueira ao "New York Times".
Johnny Saelua nasceu homem, mas de acordo com a cultura da Polinésia, ela pôde ser criada como mulher (que são chamadas de "fa'afafine"). Ou seja, não realizou a readequação de mudança de sexo.
O holandês Thomas Rongen, técnico de Samoa Americana, comentou sobre a atuação da jogadora de uma forma curiosa. Segundo ele, seu time jogou com "uma mulher como zagueiro". Além disso, fez questão de ressaltar a importância do assunto ser tratado como normalidade por todos, o que poderia ser diferente em outros paises.
"Na verdade, tivemos uma mulher atuando como zagueiro central. Você consegue imaginar isso na Inglaterra ou na Espanha?" comentou
.
Samoa Americana voltará a campo nesta quinta-feira, agora para enfrentar Ilhas Cook, a partir de 22h (de Brasilía).
Assinar:
Postagens (Atom)
