domingo, 1 de abril de 2012

Zagueira 'transexual' de Samoa Americana diz querer ajudar o país

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Ainda faltam cerca de 900 dias para a Copa do Mundo do Brasil, mas as eliminatórias já acontecem do outro lado do mundo e revelam histórias surpreendentes. É o caso, por exemplo, das ilhas do Pacífico, que brigavam pela chance de disputar com outros países da Oceania e, depois, com o quarto colocado de Caribe, América do Norte e Central uma única vaga no campeonato. Samoa, Samoa Americana, Ilhas Cook e Tonga jogaram entre si em busca da possibilidade de vir ao Brasil em 2014. Uma disputa marcada por histórias como a de Jahya. A zagueira de Samoa Americana é 'transexual', e conseguiu no campo o direito de defender a seleção masculina de seu país. Sem preconceitos. Saiba mais no vídeo acima do Jornal da Globo.

"Eu costumo dizer que já alcancei meus sonhos, mudando a história do futebol de Samoa Americana e ajudando outras pessoas que se sentem diferentes. Eu quero ajudar mais gente. Não apenas transexuais, mas todos que se sentem discriminados de alguma forma. Eles precisam ir à luta e alcançar sonhos" diz a zagueira.

Jahya já ajudou Samoa Americana a conseguir um feito histórico: sua primeira vitória em competições oficiais. É a pior seleção do mundo, segundo o ranking da Fifa, e que já sofreu a pior goleada da história do futebol: 31 a 0, contra a Austrália. Até as eliminatórias, Samoa Americana havia disputado 40 jogos, sendo derrotada em 38 partidas e empatado nas outras duas. Foram 292 gols contra, e apenas 21 a favor. A incrível marca durou até o duelo contra Tonga, vencido por 2 a 1.

"Nós conseguimos! Hoje nós fizemos história" comemorou um dos marcadores, Ramim Ott.

O sonho, no entanto, durou apenas até a última rodada. Com campanhas semelhantes (uma vitória e um empate), Samoa e Samoa Americana disputaram a vaga na segunda fase. E em um jogo que parecia se encaminhar para um empate sem gols, a classificação surgiu no último minuto. Diante das 345 pessoas que foram ao estádio Joseph Blatter, em Samoa, Malo marcou o gol da vitória e permitiu à seleção da casa continuar na disputa por uma vaga em 2014.

"Nem sei o que dizer. São lágrimas de felicidade. Nós vamos para a próxima fase das eliminatórias!" comemorou Faiuasso, craque da seleção de Samoa.

Jahya nasceu homem, mas de acordo com a cultura da polinésia pôde ser criado como mulher (a espécie de terceiro gênero é chamada de "fa'afafine"). Ou seja, não se caracterizou uma mudança de sexo, comum nos casos em que a nova identidade é adqurida.

mada de 'mulher' por técnico, transexual afirma: ‘A equipe me aceita’

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Johnny Saelua diz que companheiros da seleção de Samoa Americana o respeitam bastante e que ser 'fa'afafine' é um costume normal do país



  Depois de ajudar sua seleção a ganhar o primeiro jogo oficial da história, a zagueiro Johnny Saelua, de Samoa Americana, ganhou destaque na imprensa mundial. Não por ter feito gol na vitória por 2 a 1 sobre Tonga, pelas eliminatórias da Oceania para a Copa de 2014, na última quarta-feira, mas por se tratar de uma jogadora transexual.

"A equipe me aceitou, e nós mantemos respeito mútuo. É o máximo, faz parte da cultura" afirmou a zagueira ao "New York Times".

Johnny Saelua nasceu homem, mas de acordo com a cultura da Polinésia, ela pôde ser criada como mulher (que são chamadas de "fa'afafine"). Ou seja, não realizou a readequação de mudança de sexo.

O holandês Thomas Rongen, técnico de Samoa Americana, comentou sobre a atuação da jogadora de uma forma curiosa. Segundo ele, seu time jogou com "uma mulher como zagueiro". Além disso, fez questão de ressaltar a importância do assunto ser tratado como normalidade por todos, o que poderia ser diferente em outros paises.

"Na verdade, tivemos uma mulher atuando como zagueiro central. Você consegue imaginar isso na Inglaterra ou na Espanha?" comentou

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Samoa Americana voltará a campo nesta quinta-feira, agora para enfrentar Ilhas Cook, a partir de 22h (de Brasilía).

Transexual mais alta do mundo quer disputar os Jogos Olímpicos do Rio

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Antes da redefinição sexual, Lindsey Walker era promessa da equipe masculina de basquete da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
 




Até os 21 anos, com 2,13m, ela era a estrela da equipe de basquete da Universidade de Michigan. Hoje, aos 26, a transexual é legalmente reconhecida como mulher há dois anos e, garante, não largou o esporte. Lindsey Walker, a transexual mais alto do mundo faz planos ousados: além da cirurgia de readequação sexual, no final deste ano, quer disputar os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, com a seleção de basquete feminino dos Estados Unidos.

Em entrevista ao jornal inglês “Daily Mail”, Lindsey contou que chegou a largar o time universitário enquanto passava pelos tratamento hormonal, mas garantiu que pretende voltar ao esporte e brigar por uma vaga na seleção feminina de basquete dos EUA. O objetivo maior é disputar os Jogos Olímpicos de 2016. Se conseguir o feito, Lindsey será a primeira transexual a participar de uma edição dos Jogos.

"Nunca quis parar de jogar basquete. Na verdade, eu só odiava estar me escondendo atrás do esporte e do estilo de vida de um atleta. Isso estava acabando comigo".

Antes do tratamento hormonal, a transexual era um dos mais populares alunos de sua turma na universidade, e era visto como promessa da equipe de Michigan. Mas apesar do sucesso, sentia que algo não estava certo.

"Um dia, eu surtei. Parei de jogar basquete, de treinar e de fazer academia no meio da temporada. Aos 21, cheguei ao fundo do posso. Passei a ter problemas emocionais e comecei a beber. Um dia, percebi o que deveria fazer. Comecei a vestir roupas de mulher e mais tarde a tomar hormônios femininos" revela.

Atualmente, Lindsey está sem clube. O primeiro passo antes do retorno às quadras serão as intervenções cirúrgicas e estéticas para que seu corpo fique mais feminino.

"Sei de outras pessoas que são como eu era, mas é difícil para gente muito alta se passar por mulher. Quero que essas garotas me vejam: tenho 2,13 m e não tenho medo de ser quem eu sou".

domingo, 25 de março de 2012

Saiba Mais: Direitos dos Transexuais

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No vídeo acima, assista a intersante entrevista da professora Suzana Viegas da Universidade de Brasília (UnB) sobre direito civil, onde a mesma esclarece dúvidas que respaldam os direitos dos transexuais. Esta é uma ótima entrevista e vale muito a pena ver na integra. Obrigada!

terça-feira, 20 de março de 2012

Transexualidade é abordada de modo correto em novela!

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Segue aqui uma participação de uma mulheres transexuais em a Novela Viver a vida, já exibida na emissora Globo. Entrevistas emocionantes e com  histórias iguais a de muitas mulheres como nós. Assistam!